if you walk out on me, i'm walking after you


bruna, 32 anos. i am i am i am.

if you walk out on me...
i'm walking after you.

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18.11.11

viajei para Buenos Aires neste feriado, afinal se a classe média brasileira inteira pode, também tenho esse direito. era uma ocasião especial, não que isso tenha sido a razão de qualquer coisa. qual a ocasião? meu sexto aniversário de namoro que fiz questão de esquecer quando chegou o dia. enfim, acordamos às 5h da manhã e embarcamos nesta viagem, literalmente.

não preciso dizer que a cidade é linda, mas decadente (não no bom sentido), nem que eles têm essa coisa com os peróns, mesmo depois de quase um século. o que me corroeu por dentro não foram as pichações com "nestor vive" ou "kirchner vive", nem ter descoberto que a cristina pertence ao partido peronista ????, e sim a falta de mullets na cabeças dos meus queridos hermanos porteños. esperava mais.

nestor vive em nossos corações

no llores por mi argentina

não, não aproveitei o melhor que a cidade tem a oferecer: não vi nenhum show de tango, nem no caminito. não comi empanada, parrillada e nem chourizo. Consequentemente, não bebi quilmes. Não tomei sorvete no freddo e tirando as "lembrancinhas" para o meu pai, mãe e irmão, as únicas coisas que comprei foram uma bonequinha da mafalda, uns cartões postais e um caderninho do malba. ah sim, comprei um tônico facial, sou pobre mas tenho dignidade. bom, não vou entrar no mérito das coisas que ganhei, não é da conta de ninguém. porém investi meus pesos em coisas que realmente valeram a pena, num cara fantasiado de jack sparrow (IGUALZINHO!) e nas mais bela recordações do boca. pronto, fugi da hipocrisia.

jack sparrow fazendo uns bicos em san telmo

isso é um cara vestido de formiga, não paguei por isso mas acho que pega nada compartilhar com zamigue.

a mais bela recordação do boca.

infelizmente não pude visitar todos os lugares que gostaria, afinal estamos falando de uma metrópole e não de santa rita do passa quatro. mas visitei alguns lugares que há muito esperava por conhecer, como a papelera palermo, no bairro de palermo (obviamente).

antes de contar sobre essa história preciso falar sobre um fato importante, na noite de sábado jantamos num restaurante de massa e como eu estava disposta a experimentar coisas novas pedi um ravioli de mascarpone, cogumelos e pesto de manjericão. bom, né? só que ao contrário. não consegui comer meio prato e quem me conhece sabe do drama de deixar comida no prato. meu estômago ficou tão zuado que na noite do dia seguinte a gente não tinha decidido se ele ficaria ou não dentro de mim. vomitei ele.

no dia seguinte, sem ter jantado e com o mínimo de café da manhã exigido pelo orgão que fiscaliza as mesas de café da manhã dos turistas de classe média (orgão regido pela organização das nações unidas, claro), saímos em direção ao jardim japonês e, posteriormente, à tal papelaria. como tinha escolhido a hipocrisia como look do dia, guardei o cartão-chave do meu hotel 25 milhões de estrelas no bolso e peguei o metrô. o daniel é prático e queria ir de taxi, claro. fizemos as coisas do meu jeito, sem mais explicações.

camiseta da hipocrisia

no meio do caminho quando já devíamos ter andando uns 4 km, meus pés começaram a doer, com força. depois de uns 6 km, comecei a sentir uns ziriguiduns no meu sistema gastro-intestinal (impossível). faltando 5 m para linha de chegada não sabia se chorava, se jogava aquela merda de tenis no lixo, se jogava meus seis anos de namoro no lixo e liberava aquela... coisa que se rebelava dentro de mim ali mesmo, na calçada do palermo SOHO não bastava ser palermo, era palermo soho, ou se morria. no meio do meu ataque histérico o daniel apota e diz: acho que chegamos. perspicaz, né? meu homem... engoli seco, porque qualquer movimento peristáltico e fim da linha, escolhi uns caderninhos e corri para o banheiro. vou pular os momentos dramáticos e imagens escatológicas, mas olha foi uma das piores cena que já vi... vimos! pausa para curiosidades, não sei o que o porteños fazem em seus banheiros (pode ser criativo) mas não existe um único banheiro que tenha tranca em todo perimetro urbano - ou não - de buenos aires. pronto. o banheiro não tinha tranca e enquanto estava lá sendo guiada pela natureza selvagem, alguém abriu a porta, bem no estilão pegadinha do mallandro. novamente cogitei morrer, mas precisava ser prática e dar o fora dali.

apareci toda leve sorridente para o daniel, agradeci os caderninhos e voltamos de taxi para o centro. achei melhor concordar dessa vez.

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bruna | 17:29 | 2 comentários